Junta de Freguesia de Fonte de Angeão Junta de Freguesia de Fonte de Angeão

História

De acordo com os Assentos Paroquiais de Covão do Lobo, freguesia da qual se desmembrou em 1713, surgem formas antigas do topónimo como “Fontajião, Angiam, Fonte Damgiam, Fontinjão”, entre outras. O nome “Fonte de Angeão” terá origem no latim Fons Angelanum, significando literalmente “fonte dos anjos”.

A personalidade dos angeaneses foi marcada quando a população, juntamente com a de outras localidades da região, se dirigiu ao rei D. João VI para pedir providências contra as “tomadias” ou ocupação abusiva dos seus baldios. Por provisão de 1824, o rei ordenou a restituição dessas terras aos seus usufrutuários, sendo as Câmaras suas mandatárias.

Na época, a vida associativa era representada pelos “róis” ou mútuas de gado e pela “guarda rural”, que vigiava os campos e culturas mediante avença anual. No início do século XX surge um Sindicato Agrícola, embora de curta duração.

O ensino das letras era inicialmente assegurado por sacerdotes ou por particulares, muitas vezes com cobrança de propinas. A primeira escola primária foi criada apenas em 1917, em frente à Igreja Matriz, servindo os três lugares da atual freguesia. D. Maria dos Anjos Praia foi a primeira professora, ganhando grande reputação, chegando a receber alunos de freguesias vizinhas como Calvão e Ponte de Vagos.

Esta situação precária foi melhorada durante a administração do Dr. João Augusto Rocha, com a construção de novas escolas no âmbito do plano dos Centenários do Estado Novo, em Fonte de Angeão, Parada de Cima e Gândara.

A assistência médica, tanto humana como pecuária, era inicialmente assegurada por curandeiros e alveitares. No início do século XX começaram a surgir médicos com consultas regulares, mais tarde consolidando-se com a criação do Centro Médico da Casa do Povo.

O comércio fazia-se por ambulantes, lojas, tabernas e feiras. Em Fonte de Angeão, o comércio concentrava-se no largo da capela nos dias 7 e 27 de cada mês, enquanto em Parada de Cima a feira ocorria nos dias 6 e 16.

Culturalmente, a freguesia teve a Banda de Música de Parada, de vida efémera, e a Casa da Juventude, de carácter religioso, que deu origem a várias coletividades como a J.A.C., grupos folclóricos e escuteiros.

A paróquia foi criada em 1945, sob o pároco Padre Manuel dos Santos, embora os templos religiosos sejam anteriores, com destaque para a ermida de São Vicente (século XVIII) e a Igreja Matriz (século XIX).

A freguesia civil foi criada em 27 de julho de 1965.

A rede viária começou a desenvolver-se no início do século XX, durante a presidência da Câmara por Manuel Francisco Catarino, primeiro angeanense nesse cargo, tendo sido posteriormente continuada pelo Dr. João Augusto Rocha.

Em 2013, a freguesia foi agregada à freguesia de Covão do Lobo, formando a União das Freguesias de Fonte de Angeão e Covão do Lobo, tendo recuperado a sua autonomia em 14 de março de 2025.

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